quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MAIS OBSERVAÇÕES SOBRE A NOVA CASTRO ALVES


Pedindo perdão pela minha insistência, mais uma vez volto ao esdrúxulo projeto de arena na Praça Castro Alves. A medida que vou observando os dois únicos documentos, fotos extraídas do facebook, mais absurdos aparecem.
As pedras portuguesas, que viraram inimigo público desde a gestão de João Henrique – e haja herança maldita! – aqui também sumiram. Foram substituídas por placas de mármore ou granito, iguais ao triste revestimento da Praça da Sé. 
A nova horizontalidade da praça deverá empurrar as águas de chuva até o túnel que inicia a ladeira da Montanha. Imagino a enxurrada que carros e ônibus, vindo do Comércio, enfrentarão. 
Supõe-se que a entrada e saída do estacionamento subterrâneo sejam dentro do túnel. Muito prático!
A velha e charmosa balaustrada arrendada de cimento cedeu o lugar a um paredão, ele também de mármore que obstrui a vista e retêm o calor. 
Em contrapartida, não consegui encontrar os espaçosos sanitários indispensáveis para um público de 5 mil pessoas.
Quanto a escadaria que liga a Praça Castro Alves a Avenida Contorno, nunca foi usada pois se trata de uma verdadeira armadilha para marginais. 
Algo mudaria, de repente, no comportamento destes rapazes? Duvido. Ou alguém conta com a segurança pública?!
Tão pouco vejo o mínimo tratamento paisagístico. Qual é a razão para eliminar o verde de qualquer projeto de urbanismo?
Salvador precisa, e muito, de árvores, de flores, de passarinhos e borboletas! Ou estou falando besteira?
É evidente que se trata de um projeto feito nas coxas, sem conceito amadurecido, sem reflexão sobre sua oportunidade.
Investir neste momento 25 milhões de reais, sabendo perfeitamente que a conta final deverá subir até os 30 ou mais mi, é curtir com a cara do contribuinte. 
É oportunismo deslavado.
Ou pior: deve haver uma necessidade de amealhar alguns tostões para as próximas eleições. Afinal o PT sabe que só vencerá as eleições se tiver  uma caixa 2 bem polpuda...
Ou algo, finalmente, mudou no reinado da Dinamarca?

Um comentário:

  1. Dimitri, como se não bastasse todas as suas observações sobre o danoso projeto, percebemos a transformação radial, o enfeiamento do perfil da cidade, do frontispicio da cidade, que se mantém quase o mesmo desde o século XVIII e XIX e com a diferenciação nítida entre cidade baixa e cidade alta. Gostaria de saber por que o IPAC, o IPHAN, O Conselho de Cultura, o IAB entre outros nada dizem sobre esse projeto. Corre na INTERNET que o projeto já foi apresentado e discutido em audiências públicas e que haverá mais uma para a decisão final. Que audiências públicas são essas que não são amplamente divulgadas. Eu só tomei conhecimento dessa anomalia pelo facebook.

    ResponderExcluir

Related Posts with Thumbnails